quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Pedido

para Carlos Drummond de Andrade 

Estive sentindo
um algo, já findo,
espécie de dor.

A dor eu já sei,
e já lhes direi,
ardeu sem pudor.

Plantei-as aqui,
mas não as colhi:
espécies de flor.

Agora, já pleno,
espero veneno:
você, o torpor.

E a última coisa
que tenho a dizer:
se devo morrer,
que eu morra de amor. 

Rio, ?

2 comentários:

Anna Luiza Machado disse...

Acho que ele diria que A poesia é incomunicável.

Mas estou me punindo muito por supor Drummond...

beijo!

Malu Paixão disse...

lindo! ... e altamente sensível. rs
bjss