quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sem título de 7 de abril de 2010

Não somente se dar nomenclaturas ou pertencer a certo grupo (religioso, político, social, etc.) restringe o ser humano, mas também a uniformidade de pensamento, a coerência no modo de se exprimir. Há de se permitir ser toda e qualquer coisa que o momento lhe propicia. 

Não é questão de se negar, mas de não negar a negação. De permitir que ela esteja ali, espreitando, do cantinho, como um diabrete que espia o seu sono e sabe que a qualquer momento pode se chamado ao trabalho. Ser outra pessoa não é um problema, porque é impossível! Sempre, aquela pessoa que você for no momento, é você. Nunca entendi muito bem essa história de "Você não está sendo você mesmo...". Ah, é? Então quem eu estou sendo? E, além do mais, quem sabe o suficiente sobre qualquer pessoa, inclusive sobre si mesmo, pra dizer que aquela é a sua faceta real, o seu eu definitivo? 

Num mundo de relativos, não há espaço para o permanente. Tudo muda. Ou melhor, nada muda, porque nada chega a ser algo; a transformação é constante. Desse modo, não é contradição dizer: "Nada muda. Tudo muda." Tudo e nada são faces do mesmo plano relativo, e no relativo não há espaço para verdades absolutas.

Sei lá, é meio complicado, eu acho. Acho não, tenho certeza. Mas tenho mais certeza ainda que triste é quem morrer sem nunca se contradizer.

PS: Esses títulos são uma constante no meu computador, sempre que escrevo alguma babaquice que nem essa coloco o nome de "Sem título de xxxx", mas quando venho postar aqui, penso em algum título bonitinho ou pseudo-super intelectual. Agora vai, então, sem máscara e sem medo. Ou talvez, isso seja apenas mais uma máscara. Não sei.

PS2: Me deu uma vontade indescritível de passar um negrito nas frases que eu gostei mais, tenho esse TOC. Mas tô tentando resistir... se algum negrito aparecer, o TOC foi mais forte.

Rio, 7 de abril de 2010

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