segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Yongey Mingyur Rinpoche nº 1

(do livro "Joyful Wisdom")

Caught up in the habit of looking through a window and defining experience in terms of what we see through it, we don’t recognize that the window itself is what enables us to see. Turning the mind to look at the mind is like looking at the window rather than focusing exclusively on the scenery. In so doing, we begin very gradually to recognize that the window and what we see through it occur simultaneously. If we look out a window in one direction, for example, we’ll see traffic, clouds, rain, and so on, in a particular way. If we look in a different direction, we’ll see things a little differently: the clouds may seem closer or darker while cars and people may seem bigger or smaller.

If we take a step back, though, and look at the entire window, we can begin to recognize these limited, or directional, perspectives as different aspects of a much vaster panorama. There is unlimited realm of passing thoughts, emotions, and sensations visible through our window, yet not affecting the window itself.

Twenty-five hundred years ago, the Buddha introduced a number of practices aimed at helping us to step back and observe the mind.

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Presos ao hábito de olhar através de uma janela e definir nossa experiência como sendo o que vemos através dela, falhamos em reconhecer que a janela em si é que nos permite ver. Fazer a mente olhar para a mente é como olhar para a janela ao invés de focar exclusivamente na paisagem. Assim, começamos lentamente a reconhecer que a janela e o que vemos através dela ocorrem simultaneamente. Se olharmos por ela em uma direção, por exemplo, veremos tráfego, nuvens, chuva, e assim por diante, de uma maneira particular. Se nos virarmos para outra direção, veremos as coisas um pouco diferentes: talvez as nuvens pareçam mais próximas ou escuras, enquanto carros e pessoas podem aparentar serem maiores ou menores.

Se dermos um passo para trás, no entanto, e olharmos para a janela como um todo, podemos começar a reconhecer essas perspectivas limitadas, ou direcionadas, como diferentes aspectos de um panorama muito mais vasto. Há um campo infinito de pensamentos, emoções e sensações passageiros, visíveis através de nossa janela e que, no entanto, não afetam a janela em si.

Dois mil e quinhentos anos atrás, o Buda apresentou diversas práticas com o objetivo de nos ajudar a dar um passo atrás e observar a mente.

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