sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sobre as Sementes do Mundo Qualquer

"La Clarvoyance" (1936), René Magritte
Essa Semente nº1 é uma tentativa. Uma tentativa de compartilhar, nesse espaço, não apenas o produto final (se é que pode-se chamar assim) dos processos de escrita, mas também aquilo que muitas vezes é o vislumbre inicial de uma árvore por vir, os primeiros movimentos de um texto em germinação. Muitas destas sementes não chegarão a ver a luz do dia, seja por não encontrarem solo fértil, ou por serem completas e concretizadas em si mesmas, ou por demonstrarem total infertilidade individual. No entanto, permanecerão existindo, encapsuladas em suas potencialidades genético-literárias (quem sabe sejam plantadas por outros jardineiros?). Algumas, por outro lado, podem vir a florescer e dar frutos e flores e côres e gôstos os mais variados — e penso que, justamente nesses casos, seria interessante ter também em mãos uma memória do vislumbre inicial. 

Em resumo, as Sementes são uma espécie meio-termo entre os Aforismos e as Prosas, Poesias, etc. São aforismos que projetam-se proliferados. Mas se concluem seus quatrocentos mil projetos ou não, aí já é outra questão...

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